quarta-feira, agosto 19, 2009

MV Bill no Back to Black Festival no Rio de Janeiro

Back2Black Festival é um evento de proporções internacionais com o objetivo de relembrar a África como berço da civilização e celebrar o continente como pólo de discussão política e difusor de cultura.
MV BILL se apresenta no dia # 29/agosto - Estação Leopoldina - Rio de JAneiro

Shows do dia 29
MV Bill
Banda Black Rio (convidados especiais: Ed Motta, Mano Brown e MC Ice Blue (Racionais MCs))
Encontro das PeriferiasFunk Carioca (DJ Sany Pitbull e bailarinos)Kuduro de Angola (DJ Znobia e bailarinos)Krumping de Los Angeles (DJ Goofy, Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e Out Law)

http://www.back2blackfestival.com.br/




VEJA AQUI OS VIDEOS PARA JA IR SE CONECTANDO E ESQUENTANDO!



segunda-feira, agosto 17, 2009

SITE E MYSPACE DO MV BILL DE CARA NOVA

Conheça o novo SITE e MYSPACE do MV BILL! Lá você encontra o link para ver o videoclipe "O Bonde não para" e votar no MV BIll no site da MTV além do link para ouvir o programa de MV Bill na rádio 94,1FM do Rio de Janeiro. O Programa "MV BIll, A Voz das Periferias" vai ao ar de segunda a sexta de 13h a 14h.

Design by Ivon Brito.
www.mvbill.com.br
www.myspace.com/mvbill

sábado, agosto 15, 2009

O BOnde não Para em HD!

Clipe: O Bonde não Para
Disco: Causa e Efeito - Outubro 2009
Direção Geral, Roteiro e música: MV Bill
Produção Executiva: Chapa Preta (Karina Spinoza, Nino Brown, Aline Ribeiro e Cia)
Produtora: 13 Produções
Edição e finalização: 13 Produções
LowRider: Marcos Frossard
Tape-to-Tape: Casablanca

Elenco: Mano Juca (Pai), D. Cristina (mãe), Kmila CDD (irmã), Roberta e Juliana (sobrinhas), Douglas e Paulo Roberto (sobrinhos).
Locação: Cidade de Deus e WTN Estúdios (RJ)



Para votar no VMB da MTV em MV BILL

quinta-feira, agosto 13, 2009

ASSISTA AGORA!!! O clipe "O Bonde não Para"

ASSISTA AGORA!!! O clipe "O Bonde não Para"! A estréia de MV Bill como Diretor e roteirista. No elenco ele reúniu os pais, a irmã e os sobrinhos. Numa transformação de geração em geração!
Produzidor por Chapa Preta e 13 Produções. Masterização Casablanca.
Elenco: Mano Juca (Pai), Dona Cristina (mãe), Kmila CDD (irmã), Roberta e Juliana (sobrinhas), Douglas e Paulo Roberto (sobrinhos).

Locação: Cidade de Deus e WTN Estúdios (RJ)


MV BILL lança VIDEOCLIPE e é INDICADO AO VMB DA MTV BRASIL


"Depois de três anos de hiato, o VMB tem de volta a categoria RAP. Kamau, MV Bill, que estreia no filme “Sonhos Roubados” em breve; EMICIDA, com duas indicações na premiação, Relatos da Invasão e RZO estão na disputa."
Fonte: www.mtv.com.br

domingo, agosto 09, 2009

HOJE 9/8 Show de MV Bill no Hip Hop Pró-Ativo Festival


HOJE dia 9/8 Brazlândia, no Distrito Federal, vai sediar o projeto Hip Hop Pró-Ativo Festival. O evento vai ser na praça da Bíblia e vai começar às 10h. Muitas atividades estão programadas, entre elas batalha de break com uma premiação de R$ 1.000,00 para a crew vencedora e R$ 600,00 para a crew que ficar em segundo lugar.

Logo após haverá shows de grupos locais da cidade de Brazlândia e o fechamento do evento ficará por conta do rapper Mv Bill. O rapper esteve recentemente no Distrito Federal em um show no parque da cidade, e agora promete uma super apresentação pra periferia de Brazlândia...

infos: http://espacodorap.com.br/mv-bill-estara-no-df-no-mes-que-vem/

sábado, agosto 08, 2009

HOJE 8/8 MV BILL em Blumenau no Camorra Bar & Fun

Camorra Bar & Fun

Rua João Pessoa, 611
Velha - Blumenau
Telefone(s):(47)33290707



Horário(s): 
 08/08/2009 - Sábado, às 23h
Preço(s): 1° lote a R$ 30, com DVD.
Onde comprar: Bareco, Bruneti Discos e Posto Bela Jóia


quinta-feira, agosto 06, 2009

Amanhã tem MV BILL no Kiwi Bar

Show de Mv Bill, versão pocket no Kiwi Bar. A formação inclui MV Bill, Kmila CDD, Antonio Rodrigues (o primeiro violinista de rap no Brasil) e dj Tony. No local DVD "Despacho Urbano" a venda por R$5.
Noite imperdível na beira da praia Brava
sexta, 7 de agosto de 2009 às 22:45
Kiwi Bar
Rua José Menescau do Monte, s/n° Cabeçudas
Itajaí, Brazil
Telefone:
4732491727

domingo, agosto 02, 2009

Artigo de MV BILL no GLOBO: "HIP HOP É COMPROMISSO"


Artigo de MV Bill publicado no jornal O GLOBO de domingo (2/8/9)

HIP HOP É COMPROMISSO

Semana Passada fui surpreendido por denúncias irresponsáveis a meu respeito, numa tentativa de manchar minha imagem. Produziram um espetáculo aparentemente jornalístico que sugeria ser eu testa-de-ferro de empresas supostamente piratas, insinuando que desviei milhões de reais, quando eu não tenho sequer a minha própria empresa. E ainda tentaram induzir as pessoas a pensarem que o livro que eu escrevi era bancado por dinheiro público. O que é comprovadamente falso.

O fato de, numa relação comercial privada, eu usar uma mesma produtora que tem projetos com a Petrobrás não permite a ninguém concluir que exista alguma triangulação, como não existe! Isso inclusive já foi confirmado pela própria estatal.

Só que miraram num alvo, mas acertaram no próprio pé.

O curioso é que depois foi descoberto que a empresa questionada é uma agência da área artística reconhecida no mercado, tanto que boa parte da respeitável mídia - inclusive a "denunciante" - recorre aos seus serviços. Que ironia...

Mas para mim o caso não está encerrado, pois o fato de eu não ter absolutamente nada com essa história , me motiva sim a contribuir para uma grande reflexão, aproveitando essa tentativa de maldade para trazer uma discussão de verdade.

Essa semana li muitos questionamentos e defesas de artistas sobre suas dificuldades para se manterem no mercado formal e legal. Li muito sobre o que hoje é quase um câncer que corrói praticamente todo o mercado cultural/artístico no Brasil:

A necessidade de boa parte dos artistas e criadores precisarem de empresas que
vivem da intermediação entre o patrocinador e a arte. Li sobre artistas que recorreram a essas agencias culturais para formalizar seus shows que efetivamente ocorreram.

E para entender melhor esse problema que afeta nossa área cultural procurei alguns profissionais da área tributaria e entre outras coisas pude concluir que não existe dados sobre o impacto da cultura brasileira no PIB nacional, ou seja, não existimos formalmente.

Entendi que nós, profissionais autônomos, pagamos sobre o valor do serviço prestado 11% de INSS, 5% ISS e Imposto de renda de acordo com tabela. Além disso todas as pessoas jurídicas que nos contratarem deverão recolher mais 20% sobre o total do cachê para o INSS, independentemente do valor do serviço e ainda correr o risco de haver caracterização de vinculo empregatício.

Entretanto não é vantagem para nenhum trabalhador permanecer no mercado informal, não há auxílio doença, aposentadoria, pensão por morte e nem se têm garantidos os benefícios dos contratados em carteira: férias, gratificação de um terço do salário nas férias, descanso remunerado, décimo terceiro, pagamento de hora extra, licenças maternidade e paternidade, e, em caso de demissão, aviso prévio de 30 dias, permissão para sacar o FGTS e multa de 40% sobre o saldo do fundo, além do seguro desemprego.

Na verdade, um trabalhador informal acaba ficando à margem das estatísticas e da realidade da classe trabalhadora brasileira, lembrando que a categoria de trabalhadores de “carteira assinada” sempre se destacou como minoria. No nosso caso, profissionais ligados á cultura essa situação ainda piora quando observamos que além do indiscutível excesso de tributos, possuímos algumas características que de acordo com as regras do jogo contribuem ainda mais para elevar o custo de uma possível contratação, como, por exemplo, o fato de que a maioria desenvolve suas atividades em horário noturno e aos finais de semana. Diante dessa realidade podemos afirmar que do ponto de vista financeiro, é praticamente impossível contratar um profissional da área cultural através de registro em carteira.


Outra característica é que as funções exercidas pelos profissionais ocorrem em períodos determinados e dificilmente são de ação continuada inviabilizando sua contratação neste formato.

Toda essa instabilidade obviamente intimida a abertura de empresas próprias, principalmente se pensarmos nas dificuldades que se tem em abrir uma empresa e mantê-la em funcionamento nesse país, e olha que nem estou falando dos artistas iniciantes, que em geral trabalham para divulgar , não por cachê, mas que estão submetidos as mesmas regras , incluindo pagamentos de músicos e todos os encargos inerente a atividade.

Pois essa discussão não pode estar baseada apenas nos artistas da parte nobre " dos palcos " , mas de toda a cadeia cultural que estão submetida as mesmas regras, dou como exemplos os fotógrafos de grandes revistas.

Mas é bom deixar claro que as coisas ditas por mim não são motivos para burlar a legalidade, pelo contrário, ela precisa ser a nossa meta, sempre, tenho nítido que, como cidadão, espero sempre que o dinheiro público seja bem
aplicado, mas não podemos esconder que quem trabalha no meio artístico acaba meio órfão, sem ter uma regulamentação própria para seguir, tendo que se adaptar a uma realidade que não é sua. Portanto convido todos os que pensam cultura nesse país, em especial, os parceiros das secretarias e do Ministério da Cultura para juntos levarmos essa discussão a diante, sem eleger um bode expiatório, mas sim, construir uma nova lógica para a cultura brasileira


De certa maneira agradeço o mal que tentaram fazer comigo, pois a conclusão que chego é que, ao mesmo tempo em que fiquei indignado por meu nome ter surgido num rolo que não me diz respeito, sinto muito orgulho por ser um artista/militante discriminado por sua origem social , porém que está tendo mais uma vez a coragem e a responsabilidade de botar o dedo na verdadeira ferida da cultura brasileira .

MV Bill