quarta-feira, novembro 07, 2007

MV Bill e "A Ralé" na abertura do Hutúz Latino





Na passagem de som da primeira apresentação, pouco antes das 12h30, já era possível ter uma idéia do que seria a estréia de MV Bill e "A Ralé" na abertura da terceira edição do Hutúz Latino. Descendo os dois andares que separam o Teatro II, no CCBB, do andar térreo, ouvia-se o esquentar das turbinas para o que foi um vôo em grande escala. Normalmente a primeira a 'sessão' não é muito movimentada por conta do horário, mas, para surpresa de todos, a platéia compareceu! A segunda 'sessão' já começou totalmente no estilo dos grandes shows de rock: INGRESSOS ESGOTADOS! O Teatro II ficou lotado e nem as senhas que foram distribuídas ou o jeitinho "coração de mãe", para caber mais algumas pessoas, não foram suficientes. Teve gente que ficou do lado de fora, infelizmente, mas não arredaram o pé e curtiram, da maneira que foi possível, mais esta façanha de MV Bill.

Texto por Aline Ribeiro.
Fotos por Fabiana Cruz.


MARANHÃO




Salve, salve São Luiz...no dia 28 de outuro invadimos a Terra do Reggae pra misturar com rap e ficar bonito. Primeiro porque além do show, cheguei um dia antes pra participar de um ótimo bate papo com jovens de todos os lugares,mas a maioria era das periferias. Na mesa comigo tava o Secretário de Juventude Weverton e o representante da CUFA – MA , Adaga. Ajudaram a compôr a mesa e esmiuçar ao máximo a temática “juventude, periferia, políticas públicas e violência”. Na verdade era o lançamento oficial da CUFA por lá. No dia seguinte foi a vez do show. Ainda no dia anterior, foi confirmado pra mim o que eu já andava ouvindo pelos meus contatos, que o Maranhaão é o primeiro estado do nordeste a ser devastado pela merla e a devastação começa sempre pela periferia!!! Na hora do show, muitos semblantes estavam alterados, mas o show rolou na moral, tenso, mas na moral . Excluí umas 4 músicas pra não estender muuito, mas percebi o quanto Adaga e a CUFA vão ter que trabalhar na recuperação daqueles corações. Tamo junto, misturado e espero ser convocado.
B


PE e Ceará Music Festival



Olá rapaziada. Passei rápido só pra dizer que nos dias 6 e 12 de outubro estive no nordeste pra participar de dois eventos grandiosos, que normalmente não costumam dar espaços ao hiphop nacional,mas dessa vez foi diferente! Tudo começou há muito tempo atrás quando conheci o Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, há mais ou menos 7 anos. Gravamos um som juntos no meu segundo álbum, DECLARAÇÃO DE GUERRA, chamado CIDADÃO COMUM REFÉM. Passados alguns anos, a banda volta a me convidar pra mais um som e o dessa vez chama-se, SEM MEDO DA ESCURIDÃO, QUE SAIU NO DISCO MAIS RECENTE DA BANDA, “Ritmo, Ritual e Responsa que serve também de trilha do filme O MAGNATA, também idealizado e escrito por Chorão. Nos dois festivais entrei no meio do show e foi loko!! Em breve o Rio vai poder conferir essa mistura. Aguardem.
B

Jardim Campanário e Guacuri




Amigos e amigas... é o seguinte, esses dois lugares são duas festas beneficentes das várias que faço por ano. Elas ficam em SP, periferia. As duas acontecem há anos, durante o mês de outubro, com farta distribuição de brinquedos, comida, carinho e shows. Sempre somos recebidos com muita festa e respeito. No Guacuri nosso grande problema e na hora da saída, onde todos os marmanjos querem tirar uma casquinha da minha irmã Kmila, mas tá tranquilo. A gente sempre fica feliz, pois aquela gente nos dá uma demostração muito grande de admiração e isso virou algo recíproco! No Campanário não é diferente! Lá, tocamos pela primeira vez ESTILO VAGABUNDO 2 e casa caiu. O que me chama atenção nesses lugares mais pobres é que tem muitos trabalhadores, estudantes, desempregados, artistas locais, gente do crime, crianças...todos muito felizes, felizes mesmo! Enquanto a gente vai num baile de hiphop, onde a maioria nunca roubou nem um saco de rosquinha Mabel na mercearia do Seu “Manel”, mas tá todo mundo se olhando feio. Eu? Prefiro voltar ao Guacuri e ao Campanário. Lá existem sorrisos a minha espera. Até.
B